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Desde: 21/04/2005      Publicadas: 50      Atualização: 30/04/2005

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  30/04/2005
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Governo federal diz que só negocia com índios depois de reféns soltos

O endurecimento, pelo governo federal, nas negociações desta sexta-feira em Boa Vista (RR) com a Sodiur (Sociedade de Defesa dos Índios do Norte de Roraima) pode levar a um desfecho imprevisível a tentativa de libertação dos quatro policiais federais mantidos reféns há oito dias na comunidade do Flechal.

JOSÉ MASCHIO da Agência Folha, em Boa Vista As lideranças da Sodiur, que protestam contra a homologação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol em área contínua, esperavam que os representantes do governo federal concordassem em analisar sua lista de reivindicações. Depois disso, seriam iniciadas as negociações para a libertação dos reféns. A posição da comitiva que representa o governo Lula --assessores da Casa Civil, do Gabinete de Segurança Institucional e do Ministério da Justiça-- foi clara e inegociável: só aceitariam discutir reivindicações após a libertação do delegado federal Alexander Biegas e dos três agentes federais. A reunião foi tensa. Ao final dela, ficou decidido que os índios iriam até a comunidade do Flechal, no município de Uiramutã (324 km a norte de Boa Vista) explicar a situação aos tuxauas (líderes) e guerreiros que mantém os policiais federais retidos. O presidente do Sodiur, José Novais Pereira da Silva, 43, disse que iria pedir uma decisão dos índios reunidos no Flechal. "Só eles podem decidir. Vamos ver o que será resolvido", disse. Mas a posição dos tuxauas presentes à reunião já mostrava uma divisão. Enquanto os dirigentes da Sodiur buscavam, claramente, uma "saída honrosa" para a libertação dos reféns, os tuxauas --que possuem guerreiros na área-- se mostravam inflexíveis. É o caso do tuxaua Danilo Roberto Afonso, 54, líder da maloca Monte Muriá II. Ele deslocou 38 guerreiros de sua comunidade, de 208 pessoas, e disse que havia determinado a eles que "o momento é para a briga". "Vamos guerrear se não respeitarem nossa casa", disse. Segundo ele, pode ser "errado procurar briga na casa dos outros". "Mas pegamos eles [os policiais] porque estavam mexendo na nossa casa. Agora não vamos libertar sem nada em troca. Minha decisão é matar ou morrer por nossa terra", afirmou. Às 15h30 (horário de Brasília) de hoje, um helicóptero do Exército saiu de Boa Vista levando as lideranças indígenas para a comunidade do Flechal. Com eles, foram representantes do governo de Roraima. O retorno da comitiva estava sendo esperado para a noite de hoje. Como choveu muito na região, o campo de pouso de aviões na área foi alagado e só de helicóptero se pode chegar ao local onde os policiais são mantidos reféns. O superintendente da Polícia Federal em Roraima, José Francisco Mallmann, negou os rumores de que, paralelamente às negociações pela libertação dos reféns, a PF e o Exército iriam resgatá-los ainda hoje. "Isso é contra-espionagem por parte de interesses locais. Não vamos agir enquanto não tivermos uma resposta dos índios", disse. Em caso de negativa por parte dos índios para libertar os reféns, a PF e o Exército já têm pronto um plano para o resgate.



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